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06/05/2021 às 17h58min - Atualizada em 07/05/2021 às 00h00min

Quando a solidariedade sai, a fome entra

Julio Cezar Bernardelli (*)

SALA DA NOTÍCIA NQM
http://www.uninter.com
Divulgação
Campanhas tomaram vulto e toneladas de alimentos são arrecadadas e destinadas a quem precisa. Mas as doações foram diminuindo na mesma proporção que a fome foi aumentando. Nos últimos seis meses o número de pobres e extremamente pobres triplicou no Brasil, segundo os dados da Fundação Getúlio Vargas, divulgados em março de 2021. Nesse mesmo período as doações caíram 70%. 

O que leva a população, conhecida como benevolente, em situações de desamparo social e necessidade do seu próximo a deixar de contribuir com as campanhas? A resposta está no mais básico dos instintos humanos: sobrevivência. Diante da incerteza do amanhã, cria-se a necessidade da preservação sua e dos seus, o guardar para não faltar, garantir estoque mínimo. “Será que amanhã terei emprego? Terei renda”? 

Diante das turbulências em uma viagem de avião, se caírem máscaras sobre suas cabeças, a orientação é que primeiro garanta a sua segurança e sobrevivência para depois socorrer os outros. Será que adotamos isso, conscientemente ou não, nesse período de pandemia? 

Muito se tem falado que sairemos melhores dessa fase. Será? Não conseguimos ser empáticos nem solidários durante a fase mais difícil da pandemia, por que seríamos melhores e nos importaríamos com os outros depois que voltarmos ao “normal”? 

Mesmo diante das dificuldades a sociedade civil se mobiliza para atender e suprir as necessidades aonde as forças governamentais não chegam (ou não querem chegar), e não são poucas essas frentes. ONGs (organizações não governamentais), Sindicatos e a CUFA (central única das favelas) são exemplos de coletivos que não desistem de buscar recursos para socorrer a população em situação de vulnerabilidade social. 

A vacina tão esperada chegou, ela é fundamental para a cura, mas a fome não acabou, o tempo não esperou, o governo não ajudou, ou ajudou? As filas se formam para vacinar. Mas a vacina não alimenta. Protege, mas não nutre. “A gente não quer só comida...” a gente quer vacina, proteção e paz. 

Segundo Daniel Balaban, que chefia o escritório brasileiro do Programa Mundial de Alimentos (WFP, na sigla em inglês), considerada a maior agência humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil está de volta ao mapa da fome. Também é o destaque em como não lidar com a pandemia.  

Não vamos permitir que sejamos conhecidos também pela falta de empatia. Não vamos permitir que pessoas morram de fome em um país que joga no lixo 8 milhões de toneladas de alimentos por ano, segundo levantamento da ONU. 
Segundo o dito popular, “o brasileiro não desiste nunca”. Espero que nosso povo nunca desista de ser solidário, de socorrer a quem precisa, e não se esqueça, como dizia Betinho (Herbert José de Souza), que “quem tem fome, tem pressa”. 
 
(*) Julio Cezar Bernardelli é professor da Escola Superior de Gestão, Comunicação e Negócios do Centro Universitário Internacional UNINTER 
 
Conhecido por ser um povo solidário diante de catástrofes e tragédias, nesse momento em que tantos gritam por auxílio, diversas instituições relatam a diminuição das ajudas que vinham recebendo. No início da pandemia havia uma esperança de que isso tudo logo passaria, mas o tempo foi passando. O desemprego bateu nas portas. O auxílio emergencial demora a chegar, e quando chega aos que precisam não atende necessidades básicas. 

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