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07/05/2021 às 11h40min - Atualizada em 09/05/2021 às 00h00min

Dia das Mães na pandemia

Como as mulheres estão lidando com a data que, novamente, é comemorada com restrições sociais

SALA DA NOTÍCIA
divulgação
Mais um Dia das Mães na pandemia. Esse é o pensamento de milhares de mulheres em todo o Brasil. Segundo a psicóloga e psicopedagoga Karin Kenzler, que atua com psicoterapia clínica há 30 anos, a data  ganhou ainda mais força no momento atual ao valorizar os desafios vividos pelas mães durante o período prolongado de isolamento social. "A pandemia já trouxe a valorização das verdadeiras coisas que dão sentido à vida, como as relações de afeto entre as pessoas, e agora nesta data, a comemoração e reconhecimento do amor de mãe que é para sempre.  Em relação ao ano passado, a data ganhou ainda mais peso em prol das mudanças que a duração da pandemia trouxe à vida das mulheres/mães. Essas mudanças tiveram aspectos negativos, mas também promoveram crescimento, novos hábitos e fortalecimento de alguns vínculos"

Karin cita como aspectos negativos o acúmulo de inúmeras tarefas diárias pela ausência da rede de serviços e apoio e das creches e escolas, e pela presença de dos filhos em casa em tempo integral e a relação entre filhos e mães que estão, em muitos casos, mais próximos fisicamente, mas que muitas vezes não podem interagir da mesma forma de antes devido às novas atribuições diárias. "Existem também muitas mães que estão próximas de seus filhos, mas longe das suas próprias mães, e muitas mães deixaram de contar com a ajuda de suas próprias mães, e passaram a cuidar delas durante a pandemia em função do maior risco a exposição do vírus e necessidade de maior isolamento e confinamento".  

A psicóloga enumera também
 alguns aspectos positivos, como a possibilidade das mães presenciarem mais de perto o ensino e a aprendizagem dos filhos, a qualidade das aulas, participação e comportamento dos mesmos. "Muitas mães se viram impossibilitadas de darem conta de tanta demanda e tiveram que pedir ajuda aos filhos e marido, levando a uma redistribuição de tarefas domésticas onde todos tiveram que começar a ajudar  na faxina da casa, arrumação do quarto e a lavar ou secar a louça. Estes hábitos além de muito saudáveis, prezam por uma distribuição mais igualitária e justa entre todos, inclusive entre homens e mulheres".

Segundo Karin, a
 mulher teve que baixar seu nível de exigência e expectativa fazendo somente o que esta ao seu alcance levando a um de estilo de vida mais simples, na alimentação, no tipo de laser, na vestimenta e vaidade, na arrumação e faxina.. "Redescobrimos que podemos viver com muito pouco. Além disso, temos o aumento do convívio em família nos finais de semana em função da ausência dos clubes, academias, shoppings, as famílias passaram a cultivar novos hábitos como a caminhada no bairro, o passeio de bicicleta, e a busca por estar em algum lugar ao ar livre junto a natureza".

Karin esclarece que a dupla jornada da mulher que se divide entre a casa, família e emprego nunca foi fácil e em tempos de pandemia se tornou ainda mais pesada. "Há mães que negociaram a continuação do home-office, para dar conta da supervisão das aulas dos filhos e dos afazeres domésticos e outras desistiram do emprego e abriram mão de suas carreiras em prol dos cuidados com os filhos e casa", finaliza.

 
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