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18/06/2021 às 11h14min - Atualizada em 18/06/2021 às 15h00min

Uma pátria sem saúde e empatia, mas de chuteiras

(*) Luís Fernando Lopes

SALA DA NOTÍCIA NQM
http://www.uninter.com.br
Divulgação
A Copa América começou, mas a polêmica sobre a realização da competição no Brasil ainda está na pauta nacional. A fala do capitão Marquinhos e a nota divulgada pelos jogadores da seleção brasileira em suas redes sociais antes do início do campeonato são fatos que revelam contradições de uma equipe que, embora busque aparentemente se manifestar de maneira apolítica, acaba por mergulhar em uma discussão na qual a pseudoneutralidade favorece àqueles que realmente têm o poder de decidir. 

Se em um primeiro momento técnico e jogadores tinham se manifestado claramente contra a realização da Copa América no Brasil, poucos dias depois, principalmente em razão do afastamento do presidente da CBF, o posicionamento dos jogadores levado a público tomou outros caminhos. Mas nem todos os reais motivos dessa mudança repentina foram claramente informados. 

A necessidade de respeitar hierarquia foi citada levando ao entendimento que o aspecto político, embora não manifesto claramente, pesou muito. Além disso, os jogadores fizeram questão de enfatizar na nota que jamais se negaram a vestir a camisa da seleção, o que indica que as pressões políticas de certos grupos também influenciaram muito na decisão, além de outros motivos nem direta ou indiretamente expressos.  

Muitos que em um primeiro momento se manifestaram apoiando ou criticando completamente o posicionamento inicial do técnico e jogadores foram obrigados a repensar seus pontos de vista. De qualquer maneira, aqueles que inicialmente criticaram parecem ter alcançado sucesso no que almejavam, pois na prática, a Copa América está sendo realizada no Brasil com a participação da seleção brasileira.  

Mas, e os torcedores? O povo brasileiro de maneira geral, principalmente aqueles que mais sofrem as consequências da pandemia, os internados e intubados, será que realmente foram considerados nessa mudança de posicionamento? A quem isso realmente beneficia? Quais as reais razões para uma mudança tão repentina?  

Ao que tudo indica, aqueles que realmente têm o poder para decidir possuem suas próprias razões e contam com meios e instrumentos muito eficazes, de maneira que as consequências para o povo brasileiro não são e não precisam sequer ser consideradas. Afinal, somos uma Pátria de chuteiras.  

(*) Luís Fernando Lopes, Doutor em Educação, professor da Área de Humanidades do Centro Universitário Internacional UNINTER
 
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