17/06/2019 às 14h26min - Atualizada em 18/06/2019 às 00h00min

Mês de junho alerta para o Melanoma, mas tratamento público ainda é precário em países em desenvolvimento

A incidência, morbidade e mortalidade por Melanoma continuam aumentando apesar de todos os esforços da comunidade científica mundial e a assistência pública para esses casos ainda é precária em países em desenvolvimento

DINO
http://www.sbcancer.org.br/
Células de melanoma

A incidência, morbidade e mortalidade por Melanoma continuam aumentando apesar de todos os esforços da comunidade científica mundial especializada o que justifica a criação do mês de junho como o mês de Combate ao Melanoma, com o objetivo de levar à sociedade conhecimentos importantes sobre o que é o Melanoma, fatores de risco, prevenção, diagnóstico e tratamento.

No Brasil, segundo o INCA- Instituto Nacional do Câncer, foram diagnosticados 6.260 casos novos em 2018, sem diferença significativa entre homens e mulheres, com cerca de 2.000 mortes pela doença.

Segundo o presidente da SBC- Sociedade Brasileira de Cancerologia, o oncocirurgião Ricardo Antunes, esse índice corresponde a apenas a 3% dos tumores malignos da pele, sendo contudo, o mais agressivo, com capacidade de disseminação para outros órgãos e de levar à morte caso não haja o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

"A cirurgia ocupa lugar de destaque, sendo a quimioterapia, a radioterapia e, mais recentemente, a imunoterapia,opções indicadas para os casos avançados e de forma muito individualizada. Hoje os novos medicamentos trazem altas taxas de sucesso terapêutico", informa Antunes.

Tratamento pelo SUS

É imprescindível colocar em discussão o dilema ético que vivencia a comunidade médica e científica, constatando que os maiores avanços em tratamento de câncer, especialmente o de Melanoma, não alcançam a maioria da população, que depende de assistência dos governos.

O Melanoma metastático, de grande agressividade e que se espalha para outros órgãos do corpo, é um exemplo clássico desse descompasso das políticas públicas de saúde dos países em desenvolvimento, incluindo-se o Brasil.

Segundo Nise Yamaguchi, vice-presidente da SBC, enquanto novas terapias (terapia alvo e imunoterapia) garantem qualidade de vida a pacientes com Melanoma metastático, que podem usufruir de atendimento privado, a grande maioria dos pacientes oncológicos de países em desenvolvimento e que depende de assistência pública, amarga as dores e a ineficácia de tratamentos convencionais, especialmente a quimioterapia, sabidamente insuficientes, impondo dor e sofrimento sem uma resposta positiva e sem esperança efetiva de melhora.

"A política de oferecer um tratamento de menor custo e menos eficiente pode induzir a um grave erro. Os pacientes com pioras ou recidivas sobrecarregam o sistema público, requerem tratamentos de alto custo e a morte ou invalidez prematura tira milhões de pessoas do setor produtivo, onerando a economia e a previdência social desses países, além de ser uma clara afronta aos princípios da ética e dos direitos dos pacientes", alerta a oncologista, que recebe mês que vem, na França, prêmio da World Cancer Alliance pela luta no controle do câncer no mundo, especialmente de populações de baixa renda

Fatores de Risco

. Exposição prolongada e repetida ao sol (raios ultravioleta), principalmente na infância e adolescência.

. Exposição a Câmara de Bronzeamento, especialmente com início em idade precoce.

. Pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros (pele tipo 1 e 2 com maior sensibilidade aos raios solares)

. Fumantes pelo efeito negativo ao sistema imune.

. História familiar, chamada de Melanoma Familiar, onde o paciente e alguns membros da família apresentam mais que 50 NevusMelanociticos (várias pintas escuras pelo corpo), sendo responsável por 10% dos casos.

O presidente da SBC destaca que esse diagnóstico é essencialmente clínico e os profissionais que atuam no segmento da oncologia cutânea como dermatologistas, cirurgiões plásticos e cirurgiões oncológicos devem saber reconhecer e orientar.

Detecção precoce

A detecção precoce é fundamental para a cura e os sinais de uma pinta suspeita deve estar na memória de cada um de nós através de uma simples e eficaz regra, a regra ABCDE:

A- assimetria da pinta (um lado é diferente do outro)

B- Bordas elevadas da pinta

C- Cores escuras variadas (preto, vermelho, azul).

D- Diâmetro maior que 6mm

E- Evolução conforme o tempo mudando de tamanho, forma e cor.

"Quando temos uma suspeita de Melanoma devemos fazer o exame de Dermatoscopia (aparelho que permite ampliação da pinta e melhor diagnóstico) e, em alguns casos, a biópsia total da pinta com exame microscópio (anatomopatológico) permitindo um melhor tratamento", orienta.

Ricardo Antunes alerta que o diagnóstico precoce é fundamental para a cura. E o cuidado com a exposição solar inadequada e o uso de protetor solar, principalmente nas crianças em idade escolar e adolescentes, são estratégias de prevenção altamente recomendadas pela Sociedade Brasileira de Cancerologia.



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