13/05/2022 às 02h04min - Atualizada em 13/05/2022 às 02h04min

"Políticas Públicas voltadas às pessoas com Síndrome de Fibromialgia"_ foi tema de Audiência Pública presidida por Augusto Vasconcelos.

O evento fez um importante debate sobre a Fibromialgia, síndrome que provoca dores crônicas nos tendões e articulações, prejudicando as condições de vida de milhares de pessoas e debateu políticas públicas voltadas para o tratamento desta doença.

Por Van Carvalho
Foto: Divulgação

Na tarde desta quarta-feira (11), o vereador e Ouvidor-Geral da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Augusto Vasconcelos (PCdoB),  presidiu uma Audiência Pública abordando o tema "Políticas Públicas voltadas às pessoas com Síndrome de Fibromialgia". Em formato virtual, o evento fez um importante debate sobre a Fibromialgia, síndrome que provoca dores crônicas nos tendões e articulações, prejudicando as condições de vida de milhares de pessoas e debateu políticas públicas voltadas para o tratamento desta doença. 


A audiência contou com a parceria do coletivo Guerreiras Fibromiálgicas, responsável por atender, acolher e oferecer suporte às pessoas com a Síndrome da Fibromialgia. Segundo dados da Associação Brasileira de Reumatologia, a doença está presente em 3% da população brasileira, atingindo principalmente mulheres. Representando o Coletivo, Patrícia Viana, que também é portadora da síndrome, ressaltou o quanto a demora em confirmar o diagnóstico é um fator decisivo para tardar um possível tratamento. Na ocasião, ela também contou as adversidades diárias em conviver com a Fibromialgia, mas, para além disso, a dificuldade em acessar direitos. 


_ “O que mata é o preconceito, as pessoas não conhecem, não sabem o que é Fibromialgia, não sabe a Patrícia está aqui sorrindo, feliz por inúmeros motivos, mas eu estou morrendo de dor. Então assim: eu tenho o adesivo de morfina guardado para usar na hora das crises, não é fácil você viver assim, eu tenho dor em 100% do tempo, vou equilibrando. Graças a Deus eu tenho plano de saúde e quem não tem? É por essas pessoas que precisamos lutar, que precisamos fazer alguma coisa urgentemente”_, disse ela. 


A Lei Federal nº 14.233, sancionada somente no ano passado, institui o dia 12 de maio como o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia, representando um avanço no enfrentamento da doença, que precisa de visibilidade para que os portadores tenham seus direitos garantidos e os diagnósticos sejam cada vez mais rápidos.  Durante o evento, Augusto apresentou dados sobre a síndrome e também anunciou que o seu pedido à CMS, para que nesta quinta-feira (12), o local fosse iluminado na cor roxa em alusão a esta data significativa, foi acatado. 


_ “Essa audiência não é destinada apenas às pessoas que possuem Fibromialgia, mas também a toda sociedade. O nosso objetivo é enfrentar o preconceito, fazer esclarecimentos e de debater aqui com pessoas que conhecem a fundo o tema, no sentido de que possamos elaborar ideias e sugestões para a Câmara Municipal de Salvador, também para o poder executivo, para o poder judiciário e para o poder público de um modo geral, e também para atuação das organizações da sociedade civil”_, ressaltou o parlamentar. 


O encontro também abordou a necessidade de escuta para com os pacientes e a dificuldade da sociedade reconhecer de fato como a síndrome afeta a vida das pessoas. Por ter manifestações que dependem de aspectos sociais, psicológicos, culturais, entre outros, com expressão clínica variada, existe uma enorme necessidade de estudos epidemiológicos sobre a Fibromialgia no nosso Brasil. A Fisioterapeuta, Educadora Física Especialista, Mestre em Reabilitação pela UNIFESP e Doutora em Reumatologia pela UNIFESP, Dra. Andréa Salvador fez um discurso potente sobre a importância de um atendimento acolhedor. 


_ “A gente se esforça ao máximo para mostrar e comprovar que a doença é real. Ela existe do mesmo jeito que antigamente quanto a depressão, a ansiedade passarão por todos esses tabus que essas pessoas eram excluídas da sociedade. Hoje a gente sabe que essas pessoas não precisam mais ser excluídas, elas precisam ser ouvidas. Às vezes, num momento de terapia, os pacientes não vêm só para fazer exercício, mas porque precisam desabafar, precisam de alguém para ouvir aquela angustia que a sociedade coloca para eles”_, destacou a doutora. 


Compuseram a mesa, as Representantes do Coletivo Guerreiras Fibromiálgicas, Patrícia Viana e Roseane dos Anjos; o Médico Especialista em Dor, Doutor em Anestesiologia pela Universidade Estadual Paulista e Mestre em Anestesiologia pela Universidade Estadual Paulista, Dr. Túlio Alves; a Fisioterapeuta, Educadora Física Especialista, Mestre em Reabilitação pela UNIFESP e Doutora em Reumatologia pela UNIFESP, Dra. Andréa Salvador; a Coordenadora da Atenção Especializada da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Flora Santos Oliveira; o Representante da Secretaria de Mobilidade de Salvador (SEMOB), Marcelo Vianna Tavares; a Representante da Secretaria de Promoção Social (SEMPRE), Tainá Barros; a Assessora Técnica da Diretoria de Atenção Especializada da Secretaria de Saúde do Estado (SESAB), Dra. Gizelia Pinheiro; a Promotora de Justiça e Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (CESAU – MPBA), Dra. Patrícia Kathy Azevedo; a Defensora Pública e Titular do 1º DP de Proteção aos Direitos Humanos da Capital, com atuação na proteção à pessoa com deficiência, Dra. Cláudia Ferraz; o Defensor Público e Coordenador do Núcleo de Saúde da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Dr. Virdálio de Senna Neto; o Advogado Presidente da Comissão Especial de Direito Médico e da Saúde da OAB-BA, Dr. René Viana. A Audiência foi transmitida pela TV e Rádio CAM, também está disponível no Facebook.


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