19/07/2019 às 15h57min - Atualizada em 20/07/2019 às 00h00min

Ozonioterapia é segura e eficaz no tratamento das dores lombares

A conclusão faz parte de um trabalho recente que avaliou 12 estudos sobre o uso do ozônio medicinal para reduzir a dor da coluna

DINO
https://www.mauriciomarteleto.com.br/

O ozônio é resultado do encontro de duas moléculas e um átomo de oxigênio. Na natureza, protege o planeta dos efeitos danosos dos raios solares. Se fosse trazido ao nível do mar não passaria de 3 milímetros de espessura, ainda assim é fundamental para garantir a vida na terra. Já o ozônio medicinal, produzido em laboratório, a seu modo, também é importante para garantir a vida só que por meio da sua utilização no tratamento de várias doenças.

"Alguns autores relatam que a ozonioterapia pode ser usada em mais de 180 tipos diferentes de patologias. Referente a área de ortopedia e traumatologia, ela pode ser administrada nos casos de doenças da coluna vertebral, incluindo as hérnias de disco, e diversas síndromes dolorosas do aparelho locomotor como as tendinites, artroses, sinovites e entesites", avalia o ortopedista Maurício Marteleto, especialista em dores na coluna.

O Ozônio é um oxidante forte que reage rapidamente e que resulta numa pequena redução do volume do disco trazendo consequente alívio da dor, uma vez que a redução do volume diminui significativamente a pressão. Além disso, pode ser considerado um desinfetante natural, pois quando injetado fora do disco serve para minimizar o risco de infecção.

Estudos divulgados recentemente demonstram que o ozônio tem nível de evidência quando aplicado nas regiões intradiscal e paravertebral da coluna. A redução da dor no tratamento dos discos lombares se assemelha aos níveis alcançados em procedimentos cirúrgicos, porém com uma taxa de complicação muito menor e com tempo de recuperação bem mais rápido.

Um dos estudos foi feito na Índia, com 53 pacientes que relatavam dor em hérnia de disco. De ambos os sexos, eles tinham entre 21 e 65 anos e foram submetidos à ozonioterapia depois de não conseguirem respostas com a terapia conservadora ou não havia viabilidade para uma intervenção cirúrgica. Após a ozonioterapia, todos os pacientes apresentaram redução dos níveis de dor com uma melhora significativa do estado funcional, sem qualquer complicação.

Uma outra pesquisa avaliou o uso do ozônio na dor lombar aguda, devido a hérnia de disco. 60 pacientes, de ambos os sexos, com idades de 18 a 65 anos foram divididos em dois grupos e 61% daqueles tratados com injeções intramusculares de ozônio eliminaram a dor. Além disso, os pacientes tratados com ozônio apresentaram um número significativamente menor de dias sem uso de anti-inflamatórios e esteroides.

Outros estudos recentes, em pacientes que se queixavam de dores lombares, chegaram a conclusões parecidas, sempre destacando os resultados positivos sobre a dor com o uso do Ozônio e a rápida recuperação dos pacientes na retomada das suas rotinas normais.


"A ozonioterapia se sobressai porque depende apenas da aplicação do conhecimento técnico do médico e já que a ozonioterapia não possui efeitos colaterais, está sendo considerada atualmente a terapia mais segura que existe", explica o Dr. Marteleto.

Saiba mais sobre a Ozonioterapia


A Ozonioterapia é a técnica na qual o ozônio medicinal é administrado na forma de gás, em baixas doses, por diferentes vias, para modular as funções protetoras da célula, principalmente a nível mitocondrial. Não é um remédio, mas um agente que ativa o corpo para se curar por conta própria. Surgiu durante a primeira guerra mundial para tratar feridas e gangrenas dos soldados alemães. Hoje já ultrapassou as fronteiras da Alemanha e se espalha por quase 50 países como Itália, França, Japão, China, Austrália, Canadá, Cuba e em 14 estados americanos.


No Brasil foi regulamentada pelo Conselho Federal de Odontologia, é aceita ainda pelos Conselhos de Farmácia e Veterinária mas ainda é vista como experimental pelo Conselho Federal de Medicina. Já o Ministério da Saúde incluiu a ozonioterapia na lista das práticas integrativas do SUS e o Congresso discute uma lei para aprovar o uso da técnica na Rede Pública.


"A aprovação da Ozonioterapia no Brasil, em âmbito nacional, é importantíssima. Ela vai permitir treinamento adequado e de excelência para os médicos e estimular que novos estudos sejam feitos. Imagino quanto ainda há para se descobrir sobre o assunto já que a técnica se mostra cada vez mais eficiente e multifuncional", explica Marteleto.

Efeitos da ozonioterapia no corpo

Em doses controladas, o ozônio medicinal prepara o organismo para lidar com o estresse oxidativo que ocorre pela alteração na produção de radicais livres, especialmente por fatores como má alimentação, estresse, cigarro, poluição, etc...

Estudos apontam que o uso da ozonioterapia por via retal atenua o estresse oxidativo crônico em pacientes idosos com doenças cardiovasculares. O uso da técnica permite a ativação do metabolismo das hemácias para tratar doenças arteriais oclusivas.

A imunomodulação, um dos benefícios da ozonioterapia, tem um grande papel no tratamento da parcela da população com insuficiência cardíaca, mesmo aqueles que não apresentam histórico de infarto do miocárdio.

O ozônio medicinal é altamente Bactericida, Virucida e Fungicida. Em tratamentos tópicos observou-se a inativação de microorganismos por ação direta do ozônio.

Como regulador de metabolismo, o uso da ozonioterapia traz para níveis normais indicadores de Glicose, creatinina, hemoglobina, ácido úrico, entre outros.

Os processos inflamatórios são consequência eventual de inúmeras patologias. O ozônio se mostrou um potente anti-inflamatório agindo na modulação, reequilíbrio e estímulo do sistema endógeno. Testes em laboratório mostraram que uma única injeção subcutânea de ozônio reduziu processos inflamatórios em camundongos neuropáticos.

"A ozonioterapia pode ser realizada de forma adjuvante e benéfica em diversas doenças, isto é, em concomitância aos outros tratamentos convencionais", conclui o especialista.



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