22/07/2019 às 13h40min - Atualizada em 22/07/2019 às 13h51min

Após uso de MIPs, 85% dos brasileiros procuram um médico em até 3 dias quando sintomas persistem

Pesquisa inédita mostra uso responsável e seguro de medicamentos isentos de prescrição; prática integra conceito de autocuidado da OMS e tem condições de gerar economia de R$ 400 milhões para o país

DINO
https://abimip.org.br/
Uso responsável de MIPs faz parte do autocuidado

Quem nunca ouviu a famosa frase “Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado”? Cerca de 85% dos brasileiros que fazem uso de MIPs seguem essa recomendação ao pé da letra, caso uma melhora não ocorra em até 3 dias. A constatação é de pesquisa inédita da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP) em parceria com a consultoria global de dados em saúde IQVIA, sobre remédios que não são tarjados e podem ser usados sem a recomendação de um médico. O levantamento foi feito com 2 mil pessoas em todo o país.

A pesquisa mostrou também que, para ter acesso às informações sobre os medicamentos vendidos sem receita, a população confia, principalmente, na opinião de um profissional de saúde (médico e farmacêutico). “Esses dados nos deixam extremamente felizes por revelar que os brasileiros têm praticado o autocuidado de forma responsável, consciente e segura”, comemora Marli Sileci, vice-presidente executiva da ABIMIP.

24 horas por dia, sete dias por semana

Segundo ela, também chegam em momento oportuno. Julho é o mês para se refletir sobre estilo de vida saudável. No dia 24/7, é comemorado o Dia Internacional do Autocuidado para lembrar a importância de estar atento à própria saúde 24 horas por dia, sete dias por semana. A data foi trazida para o Brasil pela ABIMIP e pode entrar no calendário oficial de eventos do país e tornar o autocuidado uma política de saúde pública.

“A ideia de instituir o Dia Nacional do Autocuidado visa despertar na sociedade a conscientização na realização de ações individuais para a manutenção da saúde e do bem-estar. O autocuidado, segundo alguns estudos, poderia evitar diversas doenças e essa prática deveria ser incorporada como uma política pública de saúde. Por esta razão, protocolei este projeto de lei e venho lutando pela sua aprovação”, esclarece o deputado federal Juninho do Pneu (DEM/RJ).

O autocuidado é uma prática reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que envolve a tomada de decisões sobre a própria saúde. Está ancorado em sete pilares, entre eles conhecimento e informação e o uso racional de produtos e serviços de saúde, incluindo os medicamentos isentos de prescrição (MIPs).

“Para que o autocuidado seja pleno e o consumo de medicamentos sem prescrição, consciente e seguro, as pessoas devem estar bem informadas. Vale lembrar que a automedicação não deve ser confundida com a autoprescrição, que é a prática (incorreta) de comprar e utilizar remédios tarjados sem a recomendação de um médico”, ressalta. Para Marli, um consumidor mais esclarecido também representa um país mais desenvolvido. Ela lembra que o uso de MIPs é capaz de promover uma economia de cerca de R$ 400 milhões para o país ao evitar gastos desnecessários com consultas médicas para tratar males menores e a perda de dias trabalhados[i].

ACHADOS DA PESQUISA

Como o brasileiro reage a sintomas como dor de cabeça, resfriado, cólica e má digestão?

63% recorrem aos medicamentos isentos de prescrição (MIPs)

15% procuram um profissional de saúde (pronto-socorro de hospitais públicos e privados e consulta em clínica médica)

8% esperam os sintomas passarem

7% buscam orientação com amigos e familiares

6% realizam tratamentos caseiros

Fontes mais confiáveis de informação

91% médicos

77% farmácia

46% Google

32% amigos/conhecidos

25% lojas online

15% redes sociais

Perfil influência

Aqueles que fazem uso de MIPs sentem-se familiarizados com os sintomas e capazes de manejá-los ou acham mais prático e rápido, enquanto as outras pessoas têm comportamento mais conservador e veem o médico como autoridade capacitada a tratá-las ou importante consultá-lo

Decisão responsável

A escolaridade também afeta a decisão de se recorrer aos MIPs: quanto menor, maior a procura por orientação

Satisfação com resultados

O grau de satisfação com os resultados obtidos com o uso de MIPs é o mesmo ao das pessoas que recorrem aos médicos quando sofrem dos mesmos sintomas

Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado

Em quanto tempo, após o uso da medicação sem resultado, procura ajuda profissional?

8% em algumas horas

17% no mesmo dia

30% em 1 dia

20% em 2 dias

10% em 3 dias

15% em 4 dias ou mais

 

[i] RODRIGUES, AC. Utilização de medicamentos isentos de prescrição e economias geradas para os sistemas de saúde: uma revisão. J Bras Econ Saúde 2017;9(1): 128-36. Disponível em <http://www.jbes.com.br/images/v9n1/128.pdf>. Acesso em 14/05/2019.



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