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08/07/2020 às 16h45min - Atualizada em 08/07/2020 às 16h51min

A inteligência emocional no combate à pandemia de Coronavírus

O emprego da inteligência emocional no enfrentamento à pandemia e o depoimento do empresário José de Moura Teixeira Lopes Junior sobre sua vivência

DINO
Tecnologia segundo José de Moura Teixeira Lopes Junior

Muito se fala sobre os impactos da pandemia de Coronavírus, que aterroriza a todos desde fevereiro deste ano. Desde então, possíveis causas, impactos econômicos, políticas públicas vêm sendo amplamente discutidas com a sociedade. Contudo, pouco se tem estudado e debatido sobre o impacto da doença sobre a saúde mental e bem-estar das pessoas. No entanto, em que pese as dificuldades que todos vivem, há sim, como aproveitar esse período de quarentena e isolamento para que se descubra um pouco mais sobre si, sobre como lidar com seus medos e inseguranças, uma espécie de preparação para se enfrentar limitações há muito esquecidas, para superá-las e utilizá-las em benefício próprio quando o "novo normal" chegar.

Em vídeo-palestra promovida pela XP Investimentos na última semana, em uma série sobre o bem-estar do homem, o terapeuta transpessoal Tadashi Kadomoto falou sobre qualidade de vida e os dois estágios da consciência que nela influenciam. De acordo com Kadomoto, há que se prestar atenção e tomar certos cuidados com o chamado modismo quando se trata de bem-estar. Para ele, existe bem-estar e qualidade de vida quando se unem hábitos saudáveis que gerem sensação de prazer, pois é muito comum, conforme ele mesmo exemplifica, pessoas que fazem dietas extremamente saudáveis em busca de resultados específicos, porém o ato de comer não é prazeroso, pelo contrário, muitas vezes se torna um martírio, o que acaba gerando sofrimento.

Outro ponto extremamente importante abordado por Kadomoto são os dois estados da consciência. Um deles tendo como protagonista o sofrimento, que são os sentimentos ligados ao medo, impaciência, intolerância, ansiedade, a sentimentos chamados ruins e, de outro lado, o estado do amor, como ele mesmo denomina, que são os sentimentos como gratidão, alegria, compaixão, confiança, os então chamados bons sentimentos. Para Kadomoto, cabe a indivíduo fazer a escolha de qual estado elegerá para a sua vida. Esse é o livre arbítrio do homem, para o bem ou para o mal.

Partindo do princípio de livre arbítrio, o ser humano é sim capaz de fazer essa escolha ativando a parte do córtex frontal do cérebro, onde se encontram esses tais bons sentimentos e que reconhece aspectos como carícias, afeto, emoções e percepções positivas, ajuda a lidar com medos de forma mais criativa e positiva.

O caminho para que se possa acessar essa parte do cérebro, ainda de acordo com Kadomoto, é a meditação, o que requer técnica, disciplina, concentração e autoconhecimento. Engana-se, diz ele, quem pensa que meditação é só se desligar totalmente do mundo e entrar em uma espécie de transe. Há também a chamada meditação ativa; a técnica consiste em se dedicar totalmente na atividade que se está desenvolvendo em um determinado momento, deixando de lado todas as interferências externas. Cada pessoa precisa entender qual o seu melhor método: há quem prefira o silêncio absoluto; outros gostam de meditar ouvindo música. Daí vem a importância do autoconhecimento e da experimentação.

Citando Darwin, que dizia "não é o mais forte nem o mais inteligente que sobreviverá e sim aquele que se adaptar melhor à realidade apresentada", o terapeuta transpessoal cita a inteligência emocional como chave para que se possa passar não apenas por essa, mas por tantas outras dificuldades que enfrentadas durante nossas vidas; resiliência, flexibilidade são aspectos da inteligência emocional que há de se exercitar para enfrentar seus medos e anseios afim de uma jornada com menos sofrimento.

O empresário José de Moura Teixeira Lopes Junior concorda com Kadomoto: "temos aproveitado este momento de isolamento para rever muitos aspectos da família, aspectos que de certa forma acabavam ficando de lado por conta da tensão e dos compromissos do dia-a-dia e que agora foram descobertos". Para Mourinha, como é conhecido, "o autoconhecimento também é uma oportunidade que a pandemia nos trouxe e que não devemos desperdiçar; conhecer melhor a nós mesmos nos ajudará a compreender melhor o outro, um exercício diário que temos, a partir do convívio com nossas próprias famílias".

É de grande valia que se possa entender e aceitar as situações que se impõem e tirar proveito de todas elas. O caminho, para isso, é a inteligência emocional. Ela é capaz de fazer com que se aceite e principalmente que se achem alternativas a fim de evitar o sofrimento, através da resiliência, da criatividade, positivismo e flexibilidade.


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