21/09/2020 às 16h17min - Atualizada em 21/09/2020 às 16h33min

Perda auditiva sem tratamento agrava situação de idosos durante a pandemia

Pesquisa realizada na Suécia mostra que pessoas da Terceira Idade sofrem com o isolamento por causa da perda auditiva

DINO
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A pandemia do novo coronavírus traz uma série de desafios para todos. Atualmente, apesar de vários estados e cidades começarem a levantar certas restrições econômicas, ainda é necessário que a população permaneça em casa em isolamento social, especialmente quem é mais suscetível aos danos causados pela Covid-19.

No entanto, a quarentena em casa apresenta desafios por conta própria e pode ser ainda mais complicada para quem sofre com perda auditiva. Esse é o resultado de um estudo feito pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Gothenburg, na Suécia. A pesquisa foi publicada no Journal of Personality e analisou 400 pessoas com idades entre 80 e 90 anos durante seis anos.

Uma das conclusões do estudo foi o fato de que a perda auditiva é o fator determinante para o isolamento social de pessoas da Terceira Idade, o que pode ser um problema maior durante a pandemia do novo coronavírus.

"Exatamente. A pesquisa mostrou que a perda auditiva é o fator determinante para a falta de convívio social e relacionamentos para os idosos. Neste momento de pandemia, em que as pessoas precisam ficar mais afastadas, isso pode ser um problema muito maior pois agrava quadros de depressão e oferece muitos outros riscos", explica um especialista da Prosom , uma empresa fornecedora de aparelhos auditivos no Brasil.

No estudo em questão, os pesquisadores suecos analisaram diversos fatores dos participantes, como a capacidade mental e física, além de aspectos da personalidade deles. Com o passar dos anos, segundo a pesquisa, os participantes foram se tornando menos extrovertidos, diminuindo os laços sociais e aumentado a introversão. O principal fator de correlação foi justamente a perda de audição.

"A audição está diretamente ligada à qualidade das interações sociais. Quanto menos ouvimos, menos prazerosas são essas relações e mais distantes ficamos delas. Para ficar mais fácil de entender, basta imaginar uma situação em que só poderíamos nos comunicar com as pessoas por telefone. No entanto, se a qualidade da ligação for cada dia pior, ficaremos menos estimulados a fazer ligações ou atender o telefone quando ele tocar. A relação da audição com as interações sociais é a mesma coisa", explica o especialista.

A perda de audição é um problema que afeta, em menor ou maior grau, a vida de qualquer pessoa. Mesmo adultos com menos de 50 anos podem começar a apresentar essa perda, já que existem casos em que os primeiros graus de perda auditiva começam a surgir a partir dos 40 anos.

"É importante ter em mente que a perda de audição é um processo natural com o envelhecimento, mas se manifesta de forma diferenciada em cada pessoa. Existem vários graus, e cada um progride em uma velocidade diferente. Alguns podem começar cedo, com 40 anos ou 50. Outros podem manter uma boa audição por muito tempo. No entanto, depois dos 65 anos, a presbiacusia, que é a perda de audição por causa da idade, torna-se mais intensa", esclarece o profissional.

Nesses tempos de pandemia, uma pessoa na Terceira Idade com problemas auditivos pode ser uma questão sensível, uma vez que a tendência é que ela se sinta cada vez mais deprimida em casa.

"Todos nós estamos naturalmente mais deprimidos nesse período de quarentena. A falta de convívio social evidencia isso nas pessoas. Por isso, privar o idoso do pouco contato social que ele tinha anteriormente pode agravar mais a sua introversão e despertar casos de depressão. Isso dificulta até mesmo a garantia de que essa pessoa cumprirá o isolamento social. Afinal, quanto mais deprimidos, menos valor damos à necessidade de ficarmos em casa, protegidos e saudáveis", comenta o especialista.

A solução para isso é investir em recursos que permitam ao idoso ter mais convívio social de forma protegida durante a pandemia do novo coronavírus. Um aparelho auditivo, por exemplo, é uma solução para que essa pessoa possa voltar a interagir com as demais.
"Além de poder atender um telefone ou fazer uma videochamada com os filhos, os netos e até mesmo conhecidos, o retorno da audição deixa o indivíduo mais feliz, mesmo nas pequenas coisas. É poder ouvir o canto de um pássaro na janela, assistir programas de TV sem dificuldades e outros pequenos prazeres do dia a dia. Nesse momento em que estamos todos isolados, é essencial ter esse tipo de reforço positivo", revela o especialista.

É importante, entretanto, que haja um cuidado especial para proteger a pessoa na Terceira Idade de uma contaminação pelo novo coronavírus. Para ter acesso ao uso de aparelhos, é necessário um exame de audiometria e isso deve ser feito com toda a segurança para evitar uma possível contaminação.

"Os exames de audiometria são considerados serviços essenciais e, portanto, as clínicas que realizam esses procedimentos estão abertas, mesmo em cidades com maiores restrições. Entretanto, é essencial conhecer quais são as rotinas de cuidado e higiene do lugar antes de marcar uma consulta. A segurança em relação ao novo coronavírus deve ser a prioridade no momento", conclui o especialista da Prosom.



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