24/02/2021 às 19h30min - Atualizada em 25/02/2021 às 00h00min

Aprendizado na prática: empreendedores contam as principais lições que só aprenderam colocando a mão na massa

Depoimentos de Gisa Oliveira do Levinho Fit e Ana Claudia da AFRA Design sobre crises financeiras fazem parte das aulas disponíveis no Afrohub

SALA DA NOTÍCIA Marina Sá

Estudar é muito bom e extremamente importante para o desenvolvimento profissional, mas, apesar de todo o conteúdo adquirido, o que faz a diferença mesmo é a prática. Quando se fala em empreendedorismo, a lógica, muitas vezes, se inverte, quando primeiro se abre o negócio para depois buscar uma especialização. 
 

Pensando nisso, o Afrohub compartilha alguns aprendizados, em forma de depoimentos, de empreendedoras que lidam diariamente com os desafios de organizar as finanças, superar crises financeiras e se reinventar no mercado. As afroempreendedoras Gisa Oliveira do Levinho Fit e Ana Claudia da AFRA Design falam sobre como o dia a dia do negócio as ensinou a lidar com as adversidades: 
 

Em novembro de 2017, Gisa Oliveira estava passando por uma crise financeira. Com apenas R$ 200,00 na carteira e trabalhando como motorista de aplicativo, não podia arriscar todo o valor em gasolina e não ter corridas o suficiente. Foi então que teve a ideia de fazer marmitas. Usou o dinheiro para comprar insumos e produziu 20 marmitas de escondidinho: surgiu então a Levinho Fit. 
 

“De lá para cá são três anos e mais de 200 cardápios. Com o tempo fui aprendendo o quanto era importante colocar um preço adequado no meu produto. Eu não tinha noção nenhuma de quanto custava, tive que começar pesquisando na internet os produtos dos concorrentes, para ver quanto cobravam em questões de quantidade, de ingredientes na marmita, enfim. Fui aprendendo no dia a dia, e foi aí que eu percebi que precisava me organizar para conseguir continuar trabalhando, caso contrário, iria pagar para trabalhar, e isso a gente não pode fazer nunca”, pontua a chef Gisa Oliveira.
 

A chef relatou também a dificuldade com relação à separação das contas pessoais das jurídicas. Seu depoimento vai diretamente de encontro ao de Ana Claudia Silva, fundadora da AFRA Design, papelaria étnico-inclusiva e moda afro. Em 2017, a pedagoga estava enfrentando problemas de saúde ocasionados pelo exercício da sua profissão. Diagnosticada com ansiedade, estresse e depressão, precisou se afastar do magistério para iniciar seu tratamento, e na busca por um novo direcionamento de carreira, influenciada pelo histórico familiar, partiu para o empreendedorismo e fundou seu negócio em 2018.
 

“Se eu quisesse ter a estabilidade, a sustentabilidade e, principalmente, o crescimento do meu negócio, eu precisaria ter total domínio do que eram as minhas contas. Foi aí que eu comecei a separar totalmente o dinheiro pessoal do jurídico. Eu assumi o meu papel de mulher empreendedora e passei a, de fato, fazer a gestão do meu negócio. Foi essa postura que eu precisei ter para começar a fazer a separação no financeiro. Tem que pensar que esse é um começo, e que no início, a empresa é pequena, mas não tem que ser pequena para sempre. É preciso criar mentalidade de crescimento e, para isso, é essencial que a gente faça gestão das contas com responsabilidade”, sinaliza Ana Claudia.
 

Essas e outras histórias inspiradoras, com dicas práticas para crescer e desenvolver seu negócio, você encontra no Afrohub. Para saber mais acesse o site https://afrohubbrasil.com.br/.



 
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